Keep it simple, stupid
Há algum tempo, venho tentando me reconectar com o que me fez gostar de computação.
Entre recuperar ThinkPads antigos e simplificar a minha computação pessoal, tornando-a mais local e autossuficiente, constatei que a minha página pessoal precisava seguir na mesma linha.
Eu a havia programado em frameworks JavaScript e CSS "da moda". Visualmente, o resultado foi muito satisfatório, mas toda vez que eu precisava fazer alguma atualização, por mais insignificante que fosse, tinha um trabalho desproporcional porque alguma coisa sempre quebrava, ou por eu ter trocado de máquina ou de distro e o setup funcional já não existir mais, ou em virtude de eu simplesmente nem lembrar como alguma coisa funcionava em meio a um sem número de camadas de abstração em uma extensão de linguagem deveras convoluída. Isso me levou até mesmo a postar artigos com menos frequência, contra um dos principais propósitos da página, que é justamente o de servir como blog.
Eu precisava de algo mais simples.
Decidi buscar uma alternativa que estivesse mais próxima de KISS e que eu pudesse usar até mesmo em uma fresh install de Linux. Descartei até mesmo o Jekyll, porque ele é escrito em Ruby, que eu não domino -- nem tenho interesse de dominar, por ora -- e que também não é instalado por padrão nas distros que eu costumo usar. Busquei alternativas em C e Bash, mas descartei. Cogitei -- e comecei a -- escrever a minha própria ferramenta, mas vendo que estava reincidindo em complexidade desnecessária, resolvi olhar para o que existia em Python. Foi nesse contexto que eu descobri o Pelican.
Ele (i) é simples, mas também não deixa a desejar em funcionalidade; (ii) pode ser usado em uma fresh install de Linux, já que é escrito em Python; (iii) permite escrever em Markup; e de quebra (iv) é licenciado pela GNU AGPLv3 e, portanto, é software livre de verdade, em perfeita consonância com a ideia de autossuficiência. Comecei a utilizá-lo e eu não poderia estar mais contente.
Estou certo de que essa mudança é para melhor. Eu espero que ela me leve a escrever mais e que me sirva de lembrete daqui para a frente: keep it simple, stupid!